Conheça mais três histórias de pessoas bem diferentes sobre seus desejos e como fazer para torná-los reais.
Novas referências
Para correr atrás de sua aspiração, Erikson Walla, 20, tomou coragem e mudou tudo na vida. O desejo de estudar jornalismo o trouxe de sua cidade, Novo Horizonte na Chapada Diamantina, para Salvador – com uma população 400 vezes maior. Não foi fácil: ele não conhecia escadas rolantes e elevadores nem o que é viver empoleirado num apartamento, lá seu quintal se estendia até o horizonte. Para deixar as referências de uma vida inteira e se dispor a conhecer outras, há que ter um espírito revolucionário, e é isso que move o motiva.
Ele quer marcar sua geração como uma juventude pensante, crítica. Em Novo Horizonte, uma professora usa nas aulas crônicas do rapaz, que são publicadas em um jornal local. Erikson acredita que esta é uma forma de estimular os estudantes através do seu exemplo. “As pessoas de lá raramente saem para estudar”. Seu maior desejo atual é formar um grupo de jovens como ele: “Que sejam idealistas, para trocar idéias, realizar projetos, questionar. Pode dar meu contato? eriksonnh@hotmail.com”.

Conheça o blog de Erikson.
Desde pequena
O que você quer ser quando crescer? Quando ouvia essa pergunta ainda criança, Luiza Riccio, 22, pensava em maneiras de construir um mundo melhor, cuidar das pessoas, fazer a diferença. Mesmo que na adolescência tenha se tornado mais cética e realista, foi seu ideal de infância que a fez escolher a medicina como seu caminho. Mas na correria da rotina, no meio das obrigações da faculdade, confessa, o sonho vai sendo esquecido. Até que um dia algo acontece para lembrar a razão de estar ali. “Comigo veio na forma do primeiro bebê que eu ajudei a trazer ao mundo. Naquele instante eu reafirmei meu sonho, e vi que realmente quero cuidar das pessoas pelo o resto da vida”.
Luiza está no 7º semestre do curso e pensa em se especializar em ginecologia e obstetrícia.
Rede, bichos e jazz
Na adolescência, Paulo Bichara, 25, assistiu o filme War Games, que o deixou impressionado: um hacker invadia o sistema do governo americano. Ele levou a sério a ideia de trabalhar com segurança, se graduou em ciência da computação e defende a causa do software livre. Paulo acredita que o conhecimento não pode ser limitado, porque é uma coisa de todos. Ele foi para São Paulo, onde é especialista em segurança de redes, e quer mais: espera trabalhar com os melhores profissionais do País, que, acredita, estão em Pernambuco.
Também envolvido com a causa animal, parou de comer carne e sonha em montar um abrigo para bichos de rua. Ele se envolveu com algumas ongs e viu que o problema não é a falta de voluntários, mas de recursos. “Tenho uma grana guardada que daria pra começar”. Mais adiante, espera poder abrir um um bar de jazz, blues, rock. “Um pub onde toque coisas legais… Digamos que quero acabar a vida assim”, ri.
