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Michael não morreu

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Eu cá com meus botões ainda acho que Michael foi dividir o mesmo quarteirão do esconderijo secreto de Elvis [investigo que Havaí]. Porque para mim os dois não morreram ou ao menos não deveriam ter morrido sem voltar a ser The Pelvis ou andante da lua. Prefiro pensar que fugiram dessa vidinha de remédios e tablóides para curtie uns dias de sol e sossego
Enquanto discutem enterro e testamento do rei do pop, afastado do cargo muito antes de morrer, lembrei dessa reconstituição publicada pelo pessoal da Super mostrando como ele seria hoje sem passar por plásticas e outros freak shows. Um negro-gato cheio de um groove bem Marvin Gaye.
Não quero cair na armadilha de perguntar se a carreira dele teria sido diferente, mais saudável ou melhor sucedida. Os fãs que lotariam a turnê nos tais 50 shows marcados para julho ainda acreditavam num grande retorno. Para mim Michael será sempre um gênio singular.

Eu cá com meus botões ainda acho que Michael foi dividir o mesmo quarteirão do esconderijo secreto de Elvis [suspeito que Havaí]. Porque para mim os dois não morreram ou ao menos não deveriam ter morrido sem voltar a ser The Pelvis e andante da lua. Prefiro pensar que fugiram dessa vidinha de remédios e tablóides para curtir uns dias de sossego.

Enquanto discutem enterro e testamento do rei do pop, afastado do cargo muito antes de morrer, lembrei dessa reconstituição  publicada pelo pessoal da Super mostrando como ele seria hoje sem passar por plásticas e outros freak shows.  O envelhecimento feito pela polícia de Nova York com base numa foto dele aos 12 anos mostra um coroa cheio de charme e sorrisão aberto, a la Marvin Gaye. Tá, vá lá, provavelmente hoje seria algo mais pra Lenny Kravitz e menos para jaqueta anos 70. Mas é só olhar os Jackson 4 restantes e notar a semelhança.

Não quero cair na armadilha de perguntar se a carreira dele teria sido diferente, mais saudável ou melhor sucedida.  Se o rosto é pop ou não, se o cabelo é alisado ou black,  a dança hipnotiza, a música chama. Os fãs que lotariam a turnê nos tais 50 shows marcados para julho ainda acreditavam num grande retorno. Para mim Michael será sempre um gênio singular, e a minha vontade de que ele esteja por aí secretamente tomando champanhe e de óculos escuros numa ilha particular é no fundo prova de que, esquisitices à parte, somos todos fãs. Keep moonwalking.

#ashton_tamo_junto

Vergonha alheia define o que fizeram ontem Marcos Mion, Junior Lima, Bruno Gagliasso e outro bando de gente sem o que fazer no Twitter. Tudo começou domingo, quando o ator americano Ashton Kutcher gritou gol, em seu twitter, durante a partida Brasil X EUA. Isso desencadeou a reação dos brasileiros que quando da virada do jogo passaram a provocá-lo com a palavra #chupa. Logo a palavra estava em primeiro lugar nos trending topics do twitter, que mostra os assuntos mais discutidos no momento. Ashton achou engraçado e entrou na brincadeira.

Ontem os supracitados senhores resolveram criar um movimento apostando em suas “popularides”. O tópico #forasarney já andava sendo comentado, mas eles queriam mais. Queriam criar um factóide colocando-o no primeiro lugar dos trending topics. Como se isso realmente fosse resolver algo. E foram pedir insistentemente para o Ashton repetir a palavra #forasarney. Depois de os ignorar por um tempo o marido da Demi Moore mandou todo mundo se catar e cair na real. Na verdade ele apenas disse que esse era um problema nosso e que o povo brasileiro era quem devia lutar por seus direitos.

Vejam esse vídeo que explica como tudo aconteceu.

Sempre achei Ashton Kutcher um debilóde, com aquele seu programa na MTV americana, Punk’d, em que fazia pegadinhas terríveis com celebs, e não gosto dos seus filmes, e ele sempre foi o personagem que menos gostava em That’s 70 Show, mas agora ele me ganhou. Até que tem algo na cabeça, o moço, e ainda colocou esse pessoal em seu devido lugar.

Brüno

A edição da revista americana GQ que traz o personagem Brüno, do comediante britânico Sacha Baron Cohen, nu na capa foi censurada em algumas bancas de Chicago, Estados Unidos.

Segundo o blog Media Decoder, do The New Tork Times, uma rede de bancas usou um painel escuro para esconder a foto do ator.

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No dia 19, Cohen encarnado do repórter de moda Brüno, visitou Amsterdã para a première holandesa do seu novo filme, Brüno. Antes da sessão, ele “inaugurou” uma nova ala na Red Light Street [a rua onde trabalham as prostitutas]: um bordel de três andares com luzes cor-de-rosa. Por trás das cortinas surgiram 12 homens de sunga. “Durante tempo demais, homens de todo o mundo que vêm para cá vêm sendo obrigados a transar com mulheres”, disse Brüno.

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Quando Cohen partiu, os moços saíram das vitrines usando robes brancos. As verdadeiras donas retomaram suas janelas e a luz vermelha foi acesa novamente.

Presos homenageiam Michael

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Mais de 1.500 presos filipinos fizeram homenagem a Michael Jackson ontem. Os homens de macacão laranja dançaram Thriller no pátio da prisão em Cebu.

A performance causou sensação quando foi apresentada pela primeira vez dois anos atrás. Os presos esperavam um dia receber a visita do astro pop para dançar ao seu lado e  estão de luto.

Veja vídeo:

Sonho, logo existo

Conheça mais três histórias de pessoas bem diferentes sobre seus desejos e como fazer para torná-los reais.

Novas referências

Para correr atrás de sua aspiração, Erikson Walla, 20, tomou coragem e mudou tudo na vida. O desejo de estudar jornalismo o trouxe de sua cidade, Novo Horizonte na Chapada Diamantina, para Salvador – com uma população 400 vezes maior. Não foi fácil: ele não conhecia escadas rolantes e elevadores nem o que é viver empoleirado num apartamento, lá seu quintal se estendia até o horizonte. Para deixar as referências de uma vida inteira e se dispor a conhecer outras, há que ter um espírito revolucionário, e é isso que move o  motiva.

Ele quer marcar sua geração como uma juventude pensante, crítica. Em Novo Horizonte, uma professora usa nas aulas crônicas do rapaz, que são publicadas em um jornal local. Erikson acredita que esta é uma forma de estimular os estudantes através do seu exemplo. “As pessoas de lá raramente saem para estudar”. Seu maior desejo atual é formar um grupo de jovens como ele: “Que sejam idealistas, para trocar idéias, realizar projetos, questionar. Pode dar meu contato? eriksonnh@hotmail.com”.

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Conheça o blog de Erikson.

Desde pequena

O que você quer ser quando crescer? Quando ouvia essa pergunta ainda criança, Luiza Riccio, 22, pensava em maneiras de construir um mundo melhor, cuidar das pessoas, fazer a diferença. Mesmo que na adolescência tenha se tornado mais cética e realista, foi seu ideal de infância que a fez escolher a medicina como seu caminho. Mas na correria da rotina, no meio das obrigações da faculdade, confessa, o sonho vai sendo esquecido. Até que um dia algo acontece para lembrar a razão de estar ali. “Comigo veio na forma do primeiro bebê que eu ajudei a trazer ao mundo. Naquele instante eu reafirmei meu sonho, e vi que realmente quero cuidar das pessoas pelo o resto da vida”.

Luiza está no 7º semestre do curso e pensa em se especializar em ginecologia e obstetrícia.

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Rede, bichos e jazz

Na adolescência, Paulo Bichara, 25, assistiu o filme War Games, que o deixou impressionado: um hacker invadia o sistema do governo americano. Ele levou a sério a ideia de trabalhar com segurança, se graduou em ciência da computação e defende a causa do software  livre. Paulo acredita que o conhecimento não pode ser limitado, porque é uma coisa de todos. Ele foi para São Paulo, onde é especialista em segurança de redes, e quer mais: espera trabalhar com os melhores profissionais do País, que, acredita, estão em Pernambuco.

Também envolvido com a causa animal, parou de comer carne e sonha em montar um abrigo para bichos de rua. Ele se envolveu com algumas ongs e viu que o problema não é a falta de voluntários, mas de recursos. “Tenho uma grana guardada que daria pra começar”. Mais adiante, espera poder abrir um um bar de jazz, blues, rock. “Um pub onde toque coisas legais… Digamos que quero acabar a vida assim”, ri.

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Quereres

Às vezes, o que mais queremos é passar o fim de semana organizando fotos e e-mails. Outras, sonhamos com milhões da Mega Sena. Por mais singelo ou absurdo que o desejo seja, ele sempre existe. São as nossas aspirações que nos movem adiante.
O psicanalista Helson Ramos explica que desejo é o que se quer no inconsciente [aquilo que não se percebe] e demandas são vontades e metas explicitadas. “Uma pessoa pode ter uma demanda consciente, mas na prática não fazer nada para conseguir porque no desejo ela não realmente quer”. Todos têm desejos e demandas, mas pode acontecer de não ter clareza sobre essas expectativas.
Importante saber também quem nem sempre as coisas dependem só da vontade. Assim, dá para se preparar para o que vier e passar por isso sem muito sofrimento. “O ideal não é alcançável”, ressalta Helson.

TEMPO

Surgiu nos anos 50 a ideia de juventude como uma fase entre a infância e a vida adulta. A historiadora Ana Bárbara Pederiva conta que foi nesta década, com a quebra de tabus [sexuais principalmente], que veio a identificação como grupo. A indústria cultural percebeu aí um forte público consumidor, o que contribuiu para a mudança de comportamento. Elvis apareceu de topete e rebolado e filmes como Juventude Transviada, com James Dean, falavam de uma postura inconsequente, distinto do que seria a responsabilidade adulta.
As ditaduras espalhadas pelo mundo fizeram com que, nas décadas de 60 e 70, o desejo maior fosse a liberdade de expressão. Caetano cantava É Proibido Proibir e encontros do movimento estudantil aconteciam na surdina. Nos anos 80, com a abertura política e alguns tabus superados, adolescentes brasileiros afirmaram-se como consumidores ativos. “O jovem foi engolido pela indústria cultural, poucos questionavam o que viviam. Calças rasgadas, cintos de correntes eram vendidos em lojas de departamento, o famoso punk de butique”, explica Ana Bárbara.
Dos anos 90 até aqui, a vontade de consumir só aumentou. O desejo é estar conectado às novas mídias e ter
acesso a toda essa informação. Para Ana Bárbara, vivemos uma juvenilização da sociedade, que estende a etapa adolescente.

COMO NOSSOS PAIS

Para quem acha que a juventude atual é apática quando comparada à época do paz e amor: em 1967, a extinta revista Realidade fez uma pesquisa com mil brasileiros entre 15 e 24 anos e descobriu que 44% eram a favor do governo e que três em cada quatro achavam que a mulher não devia trabalhar. A parte revolucionária era minoria. “Aqueles jovens queriam o que os de hoje ainda querem: estabilidade profissional e uma família”, analisa a historiadora. A pesquisa mais recente sobre o tema, feita pelo Datafolha em 2008, entrevistou 1.541 jovens, entre 16 e 25 anos, e revelou o
trabalho como maior sonho.Depois dele, aspirações relativas aos estudos e questões financeiras.

PRESSÕES

Tirar boas notas, passar no vestibular, administrar amigos, namorados, família, se empregar com bom salário, ser bem sucedido. As cobranças estão por todos os lados. Para o psicólogo Daniel Drummond, nossa sociedade valoriza demais o desempenho profissional. “É  bom sentir o valor da gente num trabalho, mas isso não é tudo”. A dica é aceitar as limitações e pensar que existem segundas e terceiras chances.

Quando sua internet cai você entra em desespero?

Dez anos depois da estreia de Matrix a gente quer saber se já somos dominados pelas máquinas ou pelo menos se estamos no caminho para isso. Com redes de relacionamentos virando a nossa vida de cabeça para baixo, celular o tempo inteiro ligado, conexão em qualquer lugar e privacidade indo para o brejo, a gente pergunta: você é viciado em tecnologia?

Sonho, logo existo

O Caderno Dez! publicou hoje matéria sobre sonhos, expectativas, aspirações e vontades dos jovens. Conheça histórias de pessoas bem diferentes que falam dos seus desejos e como fazer para torná-los reais. A pergunta é subjetiva e deixa espaço sobrando para pensar: o que você mais quer da vida?

Por todos os lados

Então o sonho cresce e toma a vida inteira. Foi o que aconteceu com Vânia Medeiros, 25. Ela descobriu, produzindo fanzines, a habilidade de se expressar por meio de imagens. O que começou como uma viagem muito particular ganhou espaço e virou o sustento da artista, que hoje vive em São Paulo. Ela já ilustrou encartes de CDs, como o projeto Folia de Santo, da cantora Alessandra Leão, revistas, cartazes e livros, a exemplo do trabalho que fez para o CRIA.

Com o tempo, Vânia sentiu que precisava usar as três dimensões como suporte – montando instalações, por exemplo – e foi para a Argentina fazer uma pós sobre isso. “Agora meu sonho é justamente explorar e utilizar o espaço, essa coisa que nos envolve e que faz parte de nós, onde nos constituímos.  Estou trabalhando com cenografia, com luz, com tudo que posso utilizar de material”. Para ela, todos deviam ter uma relação de maior artisticidade com o mundo, pois acredita que é reinventando a realidade que ela fica melhor. Mas o sonho mais imediato, ri-se, “é ter uma máquina de lavar!”.

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Vânia Medeiros por João Milet Meirelles

Conheça o trabalho de Vânia em seu flickr.

Direito ao trabalho

Ednaldo dos Reis, 22, lava os pará-brisas de dezenas de carros todos os dias numa sinaleira do  Iguatemi. Enquanto o rodinho passa para lá e para cá, ele sonha com o que já devia ter por direito [e nunca teve]: trabalho com carteira assinada. Para se manter, faz o que surgir: já foi garçom, vendedor ambulante, ajudante-de-qualquer-coisa. O trabalho na sinaleira é o mais regular, perto de casa.

Entre um sinal vermelho e outro Ednaldo espera sob a sombra da árvore e explica que é difícil conseguir a assinatura porque não tem como comprovar o que sabe fazer. “Por isso quero tomar cursos, estou procurando. Tenho que voltar a estudar e vou, aí provo que sei trabalhar”. Ele queria ter um trabalho bom e comprar uma casa. “Mas meu sonho era trabalhar para mim mesmo”.

Ednaldo dos Reis - foto Iracema Chequer | A Tarde

Ednaldo dos Reis - Foto Iracema Chequer | A Tarde

Ednaldo trabalha na sinaleira em frente ao Shopping Iguatemi.

Conheça amanhã os outros três entrevistados.

Excelência em corrupção

A folha de pagamento anual do Senado é de 2,2 bilhões de reais. Procurei um número para comparar mas acho que este fala por si. O fato de ser difícil ter noção do quanto é 2,2 bilhões de reais já um indicativo da dinheirama.

Agaciel Maia, que depois de 14 anos deixou o cargo de diretor-geral do Senado [foi indicado por Sarney] por ter escondido da Justiça sua casa, no valor de  milhões [a denúncia foi da Folha de S. Paulo], aumentou o próprio salário através de atos secretos. Em 2006 e 2007 anos ele ganhou cerca de 30 mil reais por mês. O valor ultrapassa o salário dos ministros do Supremo, 24.500 reais que são, supostamente, o teto do funcionalismo público.

Uma das maneiras de acrescer os próprios ganhos foi tornar permanentes comissões que realizam serviços temporários. Agaciel era presidente de uma dessas comissões e por isso, ganhava R$ 2.300 reais por mês a mais.

O ex-diretor-geral afirma que os vencimentos são legais e que passaram pela advocacia do Senado. Em março, ele afirmou à Folha que ganhava R$ 18 mil. “”Eu mantenho essa afirmação. Não há nada de errado”, disse, confrontado com os novos números. Também em março, a mesma Folha revelou que nem a Secretaria de Controle Interno tem acesso à folha de pagamento do Senado.

A cada dia os jornais trazem novidades sujas sobre o Congresso. O caso do mordomo de Roseana Sarney que recebia R$ 12.000 do Senado corre risco de envelhecer rápido. Tampouco a ficha policial de Agaciel não parece terminar aí.

Clique aqui para ver uma retrospectiva resumida, publicada pelo portal G1, dos escândalos recentes do Senado. E, depois, vê se faz alguma coisa.

Rafael Sica

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